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Home office: problema ou solução?

Controlar seu horário, fugir do trânsito, trabalhar em um ambiente quieto e tranquilo… São vários os benefícios do home office para o empregado — e também para o empregador, que pode reduzir gastos fixos relacionados ao escritório. Embora muitas empresas vejam o trabalho em casa como forma de aumentar a produtividade, algumas companhias que adotaram essa política estão revendo sua decisão. Apontam que o isolamento dos colaboradores pode reduzir a sinergia e a criatividade, prejudicando os resultados do trabalho em equipe. Afinal, sua empresa deve adotar o home office ou fugir dele?
 
A pesquisa The Evolving Workforce, patrocinada pela Dell e pela Intel em 2014, constatou que 56% dos brasileiros realizam pelo menos parte de suas atividades de trabalho em casa — um número menor que os 68% registrados em outros mercados emergentes analisados. Em contrapartida, 32% dos brasileiros acham que o home office é mais produtivo do que o escritório, mesmo número da média dos emergentes e bem acima da opinião dos trabalhadores nos países de primeiro mundo (16%). Outra pesquisa, da SAP, revela que, entre as empresas que adotaram a medida, a satisfação dos funcionários (74%) e o ganho de produtividade (42%) são vistos como os principais benefícios.
 
O que faz, então, a estratégia não dar certo em algumas empresas? O Yahoo!, por exemplo, adotou em 2013 uma política de restringir o trabalho remoto. A área de TI é tradicionalmente uma das que mais adota o home office, mas o portal disse que a política estava prejudicando “a velocidade e a qualidade” do trabalho e das decisões.
 
No Brasil, empresas como a Tecnisa também optam pelo trabalho presencial obrigatório, para aumentar a interação entre os funcionários, revela a revista Exame.
 
Um artigo publicado na Academy of Management Discoveries relata que os trabalhadores remotos das 100 maiores companhias americanas avaliados sentem falta de interação social e da troca de ideias profissionais propiciadas pelo escritório.
 
Um problema que pode levar a outro. Estudo da Universidade de Stanford com base em uma empresa de telemarketing chinesa mostrou que os profissionais em home office têm 50% menos de chances de serem promovidos do que aqueles que trabalham alocados no escritório corporativo.
 
Como não há duas instituições iguais, o importante é cada companhia analisar o cenário e entender os desejos e comportamentos de sua força de trabalho antes de tomar qualquer decisão.
 
E em sua empresa, como anda a questão do home office? Deixe seus comentários e sugestões em nossa página no LinkedIn.

Publicado em: 03/02/2016