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Jovens da Geração Z começam a chegar ao mercado de trabalho trazendo consigo a vontade de empreender e familiaridade com a tecnologia

Os jovens da chamada Geração Z, nascidos a partir de 1998, começam a atingir a maturidade e a chegar ao mercado de trabalho e às universidades. Eles fazem parte da primeira geração de nativos digitais e não têm lembranças de um mundo sem a presença massiva da internet. Estudos sobre os as peculiaridades comportamentais dessa geração vêm chamando a atenção de gestores, que buscam se preparar para o convívio com jovens dinâmicos e exigentes que devem, nas próximas décadas, alterar a cultura corporativa dentro das empresas.
 
Um levantamento feito pelo banco de investimento Goldman Sachs, e citado no site The Atlantic, mapeou os comportamentos da Geração Z e concluiu que a afinidade com plataformas digitais é o atributo definidor desses jovens. Eles não enxergam barreiras entre o mundo real e virtual e têm grande preocupação em resguardar suas reputações em redes sociais. E, se é comum relacionar jovens a decisões impulsivas e a irresponsabilidades financeiras, a Geração Z parece contrariar esse estereótipo. É o que afirma Christopher Wolf, analista de pesquisa da Goldman Sachs. “Esses jovens dão muita atenção às consequências financeiras de suas decisões”, disse ao The Atlantic.
 
Outra característica marcante desses jovens é a vontade de serem empreendedores. Uma pesquisa feita pelo instituto Gallup, nos Estados Unidos, mostrou que 77% dos americanos com menos de 18 anos querem ser seus próprios chefes. Isso é possível graças a mudanças no mercado de trabalho, propiciadas pelo surgimento de novas tecnologias. Vender produtos on-line, dar aulas pela internet, fazer um canal no YouTube ou desenvolver um aplicativo são alternativas viáveis aos ofícios tradicionais.
 
Em matéria da edição brasileira do jornal El País, o doutor em comunicação, Dado Schneider, observa que a Geração Z tem uma relação diferente com o tempo, já que está sempre on-line. Eles lidam com hierarquia e autoridade de maneira diferente, segundo o especialista. Os jovens valorizam jornadas de trabalho mais flexíveis e apreciam trabalhar em casa. Construir uma carreira de longo prazo dentro das empresas, como sonhavam as gerações anteriores, também não é sua maior ambição.
 
E qual será o impacto da entrada desses jovens na cultura organizacional das empresas? Em artigo ao Harvard Bussiness Brasil, Julio Augusto Vidotti acredita que haverá um choque geracional, sobretudo em aspectos comunicativos. Os profissionais com menos idade estão habituados a se comunicar de maneira dinâmica e instantânea, enquanto as empresas utilizam ferramentas mais formais e morosas, como o e-mail.  À medida que esses jovens alcancem posições de lideranças, eles devem implementar um modelo de gestão mais dinâmico e com uma estrutura hierárquica mais difusa e colaborativa, como nas redes sociais.
 
E você? Que característica observa nos jovens que estão chegando ao mercado de trabalho? Deixe seus comentários em nossa página do LinkedIn.

Publicado em: 13/09/2016