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O que leva os trabalhadores a abrirem mão de suas férias

Abrir mão das suas férias não vai impressionar seu chefe ou garantir um aumento salarial. É o que aponta uma pesquisa feita pelo Project Time Off, organização que deseja incentivar os trabalhadores dos Estados Unidos a desfrutarem de mais tempo de descanso por ano. O estudo buscou entender por que os funcionários do país vêm tirando férias cada vez mais curtas nos últimos anos. Em 2000, os americanos tinham, em média, 20 dias de férias anuais. Em 2015, o índice havia caído para apenas 16 dias (nos Estados Unidos, não há uma lei estabelecendo um único padrão nacional, como a nossa CLT).
 
Por que os americanos descansam menos
 
Para 37% dos entrevistados, o receio de encontrar uma montanha de trabalhos acumulados no retorno das férias é o principal motivo para abdicar de dias de folga. A segunda razão mais apontada foi a de que não havia ninguém em seus empregos capaz de substitui-los. Outros impedimentos mencionados são a falta de dinheiro para tirar férias, a necessidade de demonstrar dedicação à empresa e o medo de parecer “substituível”.
 
A decisão de tirar férias é influenciada sobretudo pelos chefes, mais do que pela família. Cerca de 80% dos profissionais consultados confessaram que pediriam mais folgas se se sentissem plenamente apoiados e incentivados pelos seus chefes.
 
Os americanos, no entanto, não têm recebido esse incentivo. Seis a cada dez entrevistados alegaram falta de apoio de seus chefes e mais da metade declarou não ser encorajada por seus colegas a pedir mais tempo de descanso. Para piorar a situação, 65% dos profissionais afirmaram que recebem informações confusas ou desanimadoras de seus gestores sobre a possibilidade de tirar férias.
 
Os impactos da falta de férias
 
 De acordo com a pesquisa do Project Time Off, 55% dos trabalhadores americanos abdicaram de dias de férias em 2015. Foram 658 milhões de dias de descanso perdidos, que representam bilhões de dólares desperdiçados em potencial econômico. Se todos tivessem tirado os dias de férias que lhes cabem, US$ 223 bilhões seriam injetados na economia americana, gerando 1,6 milhão de empregos.
 
Um dado em especial chamou a atenção dos pesquisadores. As pessoas que tiraram menos de 10 dias de férias por ano conseguiram menor aumento salarial ou promoções do que os colegas que repousaram por mais de 11 dias. Ou seja, contrariando as expectativas, quem se voluntaria a trabalhar mais do que deveria pode estar, na realidade, prejudicando sua carreira
 
No Brasil, embora com a lei mais rígida, cabe à equipe de Recursos Humanos a missão de garantir que os profissionais tenham tranquilidade para usufruir das férias e que os gestores se sintam seguros de que os trabalhos não ficarão comprometidos nos períodos de ausência de algum funcionário. Um RH que atue de forma estratégica deve ter esse tipo de preocupação em mente.
 
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Publicado em: 09/08/2016