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Recursos humanos: o que os funcionários esperam em momentos de crise

Com a recessão, impostos em alta e crescimento negativo em diversos setores, muitas empresas precisam optar pelo corte de gastos. Diminuir o quadro de funcionários ou reduzir as chances de aumentos reais e promoções são algumas medidas que vêm sendo tomadas por várias companhias.

É nessa situação que o RH precisa ainda mais exercer seu papel estratégico, evitando prejuízos a longo prazo e buscando processos mais humanizados para lidar com os colaboradores da empresa.

O que fazer diante da crise?

Uma estratégia que o RH deve levar em conta diante do cenário de crise são os treinamentos. Eles vêm ganhando espaço importante como ferramenta de produtividade, nesta fase de instabilidade econômica.

A partir da capacitação de talentos, promovendo o desenvolvimento de líderes e estimulando a inovação e a motivação de equipes, as empresas passam a organizar melhor o trabalho mesmo em um momento de desaceleração, revela João Carlos Boyadjian, professor de Gerenciamento de Projetos pela Universidade de São Paulo (USP) e instrutor do Instituto de Educação Tecnológica (Ietec).

A discussão sobre a importância do RH nos momentos de crise não é nova. Já no momento de turbulência anterior (2008-2009), os especialistas alertavam que é papel da área de Gestão de Pessoas procurar “levantar o ânimo” da equipe. Além disso, quando necessário, deve aplicar o conceito de “demissão humanizada”, em que a empresa desenvolve projetos e processos de apoio para os colaboradores que se vão, conforme registra a psicóloga Elisa Thais Angelich Outeiro em trabalho apresentado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Além de estudar e implementar estratégias, o RH deve ficar de olho em possíveis crises que a instabilidade econômica pode gerar. Uma delas é o acúmulo de funções. Quando um funcionário é demitido, suas tarefas são passadas para terceiros ou acabam sendo assumidas por pessoas que já exerciam outras funções. Reportagem da Revista Melhor alerta que dividir responsabilidades, aceitar novas ideias e prestigiar quem ficou depois do enxugamento são atitudes que farão os funcionários vestir a camisa e até trabalhar mais, se necessário.

E como sua empresa está lidando com os funcionários no momento de crise? Deixe seus comentários e sugestões em nossa página no LinkedIn.
 

Publicado em: 19/02/2016