BLOG

eSocial | Financeiro | Folha de pagamento | RH

SLA pode garantir sucesso (ou fracasso) da terceirização de folha

O termo “SLA” (service level agreement) tem-se tornado cada vez mais usado no ambiente corporativo. À medida que as empresas percebem as vantagens de terceirizar determinadas atividades, sentem também a necessidade de ter parâmetros claros sobre os níveis de serviço que lhe serão oferecidos.

O SLA é um documento detalhado que estabelece padrões de qualidade de um serviço e serve como base para a relação entre o cliente e o fornecedor. Além de determinar tarefas, profissionais responsáveis e prazos, ele deixa claro todas as garantias que ambos os lados terão em relação aos serviços contratados. Em geral estabelecem multas e outras formas de compensação, como indenizações ou descontos, nos casos de não cumprimento das regras.

O SLA é uma peça indispensável em diversos tipos de contrato de terceirização, como os de folha de pagamento e gestão de RH. Mas ainda é comum encontrar documentos mal escritos, com definições confusas e falta de informações.

Veja algumas dicas de Antônio Cipriano, sócio da CServices, para não cair em armadilhas ao definir um SLA de terceirização de folha de pagamentos.

• Revise todos os processos internos — Ao optar pela terceirização, é importante que a empresa analise bem como estão seus processos. Algumas tarefas, como processamento de folha de pagamento, exigem levantamento de muitas informações. Se elas estiverem desorganizadas, ou incompletas, podem não ser enviadas dentro do prazo previsto no SLA. “Quando os processos acontecem dentro da empresa, você dá um jeito mesmo não tendo todas as informações no dia. Quando você terceiriza esse serviço, é preciso revisar todos os processos internos”, explica Antônio Cipriano. “Qualquer erro pode se tornar uma indenização”, completa.

• Faça definições simples — Para evitar erros ou descumprimento do SLA, é importante pensar em definições simples e de fácil execução pelos dois lados. “Em vez de entrar com restrições, comece com um SLA exequível e, depois que as operações estiverem estabelecidas, veja o que pode melhorar na qualidade da prestação de serviço”, comenta Cipriano.

• Verifique o número de indicadores — “Não adianta querer estabelecer 25 indicadores, se você não consegue medi-los de maneira adequada”, comenta Cipriano. “Uma vez que tenha processos mais maduros e sistemas organizados, é possível fazer SLAs mais curtos, com entregas com menos dias de antecedência.”

• Analise a real necessidade dos prazos e condições do SLA — Muitas vezes, um lado — ou ambos os lados — acaba propondo normas muito rígidas, que podem significar um custo maior para seu cumprimento. Nem sempre todo esse rigor é necessário. “Muitos prestadores de serviço em TI, por exemplo, colocam em suas SLAs ‘disponibilidade de 99,99% do tempo’. Ao longo do ano, isso vai dar uma indisponibilidade de três horas no ano. Você até consegue cumprir essa SLA, mas com custo altíssimo”, exemplifica Cipriano. Talvez uma “disponibilidade de 99%” seja suficiente em muitos cenários e gere um custo mais baixo. Analise caso a caso.

A CServices oferece a seus clientes uma solução completa de automação de folha de pagamento, regida por um SLA que garante tranquilidade para a equipe de recursos humanos e transparência na relação. A solução de folha da CServices tem também controle de ponto integrado e monitoramento on-line, entre outras facilidades.

Para automatizar o fluxo de informação, a CServices possui uma ferramenta que facilita os processos. “Eu não preciso receber um malote com a documentação do profissional. Existe uma ferramenta eletrônica em que nossos clientes têm acesso para enviar todas as informações da folha de pagamento”, explica Cipriano. “Isso permite um SLA menor e mais simples, mas que atenda ambas as partes”, conclui.

 

Publicado em: 11/02/2016